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15/04/2008

Aquecimento global aumentará o preço da cerveja

Áreas onde a cevada é plantada ficarão mais secas, reduzindo safra da matéria-prima. Análise feita por pesquisador da Nova Zelândia envolveu regiões produtoras na Oceania.

O preço da cerveja aumentará nas próximas décadas porque a mudança climática prejudicará a produção de cevada, ingrediente essencial dessa bebida, segundo um estudo de um cientista da Nova Zelândia.

Jim Salinger, especialista ambiental do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, assinala no relatório divulgado hoje que o aquecimento global destruirá grande parte dos cultivos do cereal na Oceania. As áreas secas da Austrália e Nova Zelândia receberão cada vez menos precipitação, levando à redução da área plantada de cevada.

Salinger, que centrou sua investigação na Oceania, disse que essa circunstância levará a uma redução drástica da produção de cerveja nos próximos 30 anos. "Nesse caso, os pubs terão de deixar de servir cerveja ou ela será muito mais cara", explicou o cientista, que especulou que a situação obrigará a indústria a buscar formas alternativas de obter a bebida.

A cevada é um dos ingredientes principais da cerveja, junto com água e o lúpulo.


07/04/2008

Carro sem motorista começa a ser avaliado para uso em São Paulo

Luiza Caires
03/04/2008
Carro sem motorista começa a ser avaliado em São Paulo
[Imagem: Ultra Project

Transporte público individualizado

Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisadores estão realizando uma avaliação comparativa entre um protótipo de transporte público individualizado (TPI) e ônibus urbanos.

O TPI é um veículo com capacidade para até quatro pessoas e com via própria, mas cujo trajeto é programado pelo usuário e sem necessidade de condutor. A alternativa já tem protótipos produzidos nos Estados Unidos, na Europa e no Japão.

Ônibus e mini-carros

Para realizar esta comparação, o engenheiro Leonardo Hitoshi Hotta fez uma simulação da implantação deste sistema na cidade de São Carlos (SP), que envolveu uma pesquisa com usuários de ônibus e pesquisadores da área de transporte, e também uma comparação entre os dados disponíveis sobre os ônibus municipais e os estimados caso o TPI fosse adotado.

"A partir dos questionários com os usuários de transporte público e pesquisadores, concluímos que o atributo considerado mais importante é a tarifa paga. Para os usuários, fatores como desconforto e demora também foram apontados. Já os pesquisadores da área de transporte (engenheiros, urbanistas e administradores) enfatizaram a questão da viabilidade financeira do sistema, além da adequação à estrutura urbana e consumo de energia", conta Hotta.

Alguns dados foram colhidos em campo como, por exemplo, o tempo que o passageiro leva da chegada à parada de ônibus até o embarque, medido por meio de uma câmera instalada em um ponto que acompanhou 60 passageiros e calculou a média de espera do local de embarque.

Táxi sem motorista

O pesquisador utilizou então um software canadense de simulação de tráfego (Integration) para o cálculo de tempo de viagem e velocidade, inserindo os dados operacionais disponibilizados pela Prefeitura de São Carlos e as estatísticas do TPI, que foram estimadas utilizando-se os dados de um modelo fabricado na Inglaterra, o ULTra, que está em teste e deve ser implantado no Aeroporto de Heathrow ainda em 2008.

O veículo, segundo o engenheiro "uma espécie de táxi sem motorista", utiliza energia elétrica e uma via própria, mas o trajeto pode ser programado pelo usuário. Além da privacidade (até quatro pessoas podem viajar juntas, por escolha) e do conforto do transporte até um local mais próximo do destino final do usuário, há a facilidade de poder levar carga e bagagens que podem ser inviáveis de serem transportadas em um ônibus.

Transporte público mais eficiente

O sistema ULTRa está em fase de implantação no aeroporto de Londres Outras vantagens do ULTra em relação ao ônibus foram a velocidade média do percurso, 80% maior, e o tempo de atendimento de cerca de 1 minuto e 40 segundos a partir da chegada do usuário ao ponto, que representou um quinto do tempo de atendimento gasto no caso do ônibus.

Por outro lado, a capacidade de atendimento do TPI seria menor que a do ônibus, e o custo para construção da estrutura e operação do veículo seria muito alto. Na Europa, o gasto estimado por quilômetro (km) construído chega aos R$ 15 milhões.

"De uma maneira geral, concluímos que o TPI é uma alternativa interessante ao ônibus. O que não significa que vá substituir os meios de transporte de massa como trem, metrô e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Nosso estudo serviu principalmente para lançar a discussão do caminho que o transporte público pode tomar e, no caso do ônibus, o índice de insatisfação e a crescente diminuição de usuários deste meio demonstra que é preciso intensificar as pesquisas em soluções tecnológicas diversas ao que existe atualmente", conclui.


Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br



03/04/2008

Ninguém imaginava!

Motorola vai interromper produção de celulares em Cingapura


Por Flávia Yuri, editora assistente do Computerworld
Publicada em 02 de abril de 2008 às 19h25

São Paulo - Empresa comunica que decisão faz parte do plano de reduzir 500 milhões de dólares em custos. Fábrica emprega 700 pessoas.

A Motorola anunciou que vai interromper a produção de telefones celulares em sua fábrica de Cingapura. A decisão faz parte do plano de a empresa reduzir 500 milhões de dólares em custos. A fábrica emprega 700 pessoas diretamente.

A empresa divulgou um comunicado no qual afirma que a fase de transição começa no segundo trimestre e deve ser completada no final do ano. A subsidiária da Motorola em Cingapura vai continuar a existir, como escritório central para a região da Ásia Pacífico. A unidade também possui uma área de desenvolvimento e pesquisa que será preservada.

A unidade de Cingapura foi aberta em 1973. A empresa afirma que montou um programa para dar suporte para a recolocação de parte de seus funcionários na região. Procurada pelo Computerworld, a empresa não divulgou se há definição sobre o encerramento de outras unidades de produção de celulares.

A empresa anunciou, há uma semana, que vai dividir as operações de banda larga e celular em duas empresas independentes. A divisão de celulares da empresa vinha apresentando perdas seguidas e, no ano passado, a companhia perdeu a posição de segundo lugar para a coreana Samsung.

02/04/2008

Quem disse que software livre não dá dinheiro?

E a iniciativa privada fez o Linux
Publicado em 02/04/2008 às 21:03

Origem: http://www.linuxnewmedia.com.br/noticia/
e_a_iniciativa_privada_fez_o_linux

A Linux Foundation acabou de liberar um novo relatório sobre o desenvolvimento do Linux, intitulado: "Desenvolvimento do Kernel Linux: o quão rápido está indo, como está indo, o que eles estão fazendo, e quem o está financiando". O estudo foi feito baseado nos últimos três anos do desenvolvimento do kernel Linux, abrangendo desde a versão 2.6.11 até a versão 2.6.24, revelando que a maior parte dos desenvolvedores do kernel Linux estão sendo pagos por grandes companhias como IBM1, Intel2, Linux Foundation3, MIPS Technology4, MontaVista5, Movial6, NetApp7, Novell8 e Red Hat9.

Ao longo dos anos, o número de desenvolvedores do Linux tem crescido consideravelmente. Pela análise, o último kernel (2.6.24) teve 1.057 desenvolvedores registrados. O estudo informa que entre 70 e 95 por cento dos desenvolvedores que foram pagos para trabalhar no Linux nos últimos três anos, são funcionários dessas empresas. Mostra também que, atualmente, a relação das grandes empresas com o Linux é muito estreita. Os investimentos em Código Aberto, portanto, estão diretamente relacionados ao modus operandi dessas empresas e já estão incorporados à "corrida armamentista" do mundo dos negócios.

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